quarta-feira, novembro 30, 2005

Idomeneo - Wolgang Amadeus Mozart


Não querendo perder nenhum dia, coloco aqui o primeiro artigo de uma série a respeito da ópera que será irradiada no próximo domingo, às 15:00hs pela Radio Cultura FM de São Paulo, com a seguinte apresentação:

TEATRO DE ÓPERA - O mundo da lírica em obras completas
MOZART - Idomeneo. Solistas: Francisco Araiza, Susanne Mentzer, Barbara Hendricks. Coro e Orquestra Sinfônica da Rádio Bávara. Reg.: Sir Colin Davis.

Mozart dispensa recomendações, amanhã estaremos aqui repetindo sua biografia, apenas agilizamos a apresentação de Idomeneo para que possamos recuperar os poucos dias perdidos.

Jacques

Idomeneo
e a Guerra de Tróia


A ópera Idomeneo, de Mozart, se desenvolve no contexto da Guerra de Tróia. A história da Guerra de Tróia é uma estranha mistura de fatos e mitos. A maioria das lendas propagadas por vários artistas e poetas são mais conhecidas do que os fatos realmente comprovados sobre essa guerra.

Supostamente a Guerra de Tróia teve início no céu em um concurso de beleza. Todos os deuses e deusas estavam festejando no banquete de casamento do rei Peleu e Tétis exceto Eris, a deusa da Discórdia. Eris não tinha sido convidada pelo receio de que ela poderia perturbar a celebração. Furiosa por essa humilhação, a deusa compareceu ao banquete sem ser anunciada e atirou uma maçã de ouro sobre a mesa dos deuses. Na maçã estava escrito “para a mais bela”.

Imediatamente as deusas Atena, Afrodite e Hera começaram a disputa para ver quem legitimamente merecia a maçã. Recorreram a Zeus, o rei dos deuses, para uma decisão, mas este, sabiamente, se recusou a tomar partido sugerindo que perguntassem a um jovem e bonito pastor chamado Páris.

As três deusas foram visitar Páris em sua colina onde ele cuidava de seu rebanho. Cada uma lhe ofereceu uma recompensa em troca de ser nomeada a mais bela. Atena prometeu-lhe uma grande sabedoria e glória militar; Hera ofereceu a Páris o poder sobre todos os reinos do mundo e Afrodite disse-lhe que ela poderia dar-lhe o amor da mulher mais linda do mundo. Páris entregou a maçã de ouro a Afrodite.

Nessa época, Páris não sabia que era um príncipe da Casa Real de Tróia. Finalmente reconquistou seu legítimo lugar e viajou para a Grécia como Embaixador. Durante sua estada na Grécia se apaixonou por Helena, a mulher mais linda do mundo, e quando Páris regressou a sua pátria, Helena o acompanhou. Infelizmente, Helena já era casada com o Rei grego Menelaus que ficou furioso pelo ultrajante insulto. Menelaus pediu ajuda a seus aliados gregos e eles cruzaram os mares dispostos a guerrear contra Tróia. Por essa razão, freqüentemente, Helena é citada como a mulher com “o rosto que lançou mil navios ao mar”.

A Guerra de Tróia foi o tema inspirador de Homero para um dos mais antigos e famosos poemas épicos do mundo, A Ilíada. Através dos séculos a heróica saga inspirou outros autores e artistas a criarem obras de arte de perdurável valor. Por muito tempo a história de Tróia foi considerada pura ficção até que um arqueólogo amador, chamado Heinrich Schliemann, descobriu suas ruínas na década de 1870. O lugar da antiga Tróia é, hoje em dia, conhecido como Hisarlik, na Turquia. Os historiadores, atualmente, acreditam que as histórias sobre a Guerra de Tróia referem-se aos vários conflitos entre os gregos e os troianos para o controle das prósperas rotas comerciais marítimas.


Baseado na sinopse publicada pela Metropolitan Opera International Radio Broadcast Information Center

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Blogger Dalva M. Ferreira said.

Melhor que nenhum é algum... ainda que venha do baixo clero! Muito bom saber dos "detalhes sórdidos" antes de assistir ao espetáculo. É ioncrível como os deuses tinham todos os nossos defeitos e qualidades. Daí serem eternos!

Obrigada...

02 dezembro, 2005 11:01  

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